Blog de Iluminação Arqflex

Qual iluminação usar em rasgos e sancas?

Publicado por Marina Andrade em 03/05/2018 às 15h35

 

     Olá, lighting apaixonados!!! Uma pergunta que sempre recebo é: Marina, vale mais à pena colocar fita led ou lâmpada nos rasgos e sancas? Dá o mesmo efeito? Você que já conhece minhas manias, sabe que não gosto de dar o peixe e sim ensinar a pescar! Então vamos avaliar e chegar juntos à conclusão!

     A primeira preocupação de quem ainda se sente inseguro em usar as fitas led em sancas é se a fita vai dar a mesma quantidade de luz que a lâmpada. Como saber isso? Em nosso último post falamos sobre como medir a quantidade de luz de uma fonte luminosa. Então já sabemos que a luz emitida por este tipo de fonte é o fluxo luminoso medido em lúmens!

     Agora vamos avaliar o fluxo luminoso e comparar com a potência consumida de dois tipos de lâmpadas fluorescentes e dois tipos de fitas led:

 

 

     Podemos perceber que as lâmpadas fluorescentes T8 e as fitas led tensão de rede (ou as chamadas mangueiras de led) consomem muito mais energia e oferecem um pacote de luz muito menor. Então comparando a lâmpada T5 com a fita led 12v que são (por pouco tempo pois a evolução não para) as mais eficientes para este uso na atualidade, podemos perceber que consomem quase o mesmo tanto e emitem mais ou menos a mesma quantidade de luz.

     A fluorescente ainda tem uma vantagem, que é a de ser mais curta. Então como ela tem aproximadamente 60 centímetros de comprimento, oferece 1350 lúmens com este tamanho sendo que a fita distribui 1300 lúmens por cada metro.

 

     Mesmo assim, minha preferência é sempre pela fita. Explico porquê:

  • A fita led emite luz em apenas uma direção enquanto a tubular tem uma perda luminosa maior por emitir luz em todas as direções;
  • As lâmpadas tubulares são rígidas e não permitem curvas, ou maiores desenhos no recorte iluminado, além de ter seu comprimento limitado. Já as fitas podem acompanhar desenhos, fazer curvas ser cortadas no comprimento exato necessário;
  • As lâmpadas precisam ser sobrepostas em suas bases para evitar sombras e na manutenção, muitas vezes quando uma só lâmpada queima fica queimada por um bom tempo, dando aquela impressão de “banguela”, enquanto a fita led não queima, perde fluxo e se apagar a manutenção será apenas no driver;

  • Ainda na manutenção, não é incomum vermos na substituição a lâmpada substituída ser de temperatura de cor diferente das demais, comprometendo completamente o resultado do conjunto estético.

 

     Como eu disse, vamos pensar juntos. Depois desta avaliação, qual a sua opinião? Fica ainda com as lâmpadas ou prefere as fitas led? Deixe seu comentário para nós e qualquer outro assunto que queira abordar estamos aqui pra isso!

 

     Grande abraço e até a próxima!

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Afinal, devo trocar tudo por led?

Publicado por Marina Andrade em 30/04/2018 às 16h35

 

  Olá Lighting lovers! O texto de hoje traduz os questionamentos que recebo todos os dias e ainda desmistifica certas verdades que acabam por ser consideradas absolutas.

  O led é uma tecnologia relativamente nova que vem dominando o mercado de iluminação com força absoluta. Mas será que sempre é econômico optar pelos leds? Bem, na verdade não é bem assim...

  Por ser um produto muito procurado, os inúmeros fornecedores de equipamentos com esta tecnologia disputam diariamente este mercado e às vezes, de forma inapropriada. Como em tudo o que se vende, existem produtos de boa, média e excelente qualidade. Certamente, como na maioria dos bens de consumo, os mais baratos costumam ser os de pior qualidade. Os leds não fogem à regra.

  A palavra equivalente deve ser analisada com bastante atenção em produtos da construção civil. Não é raro encontrarmos atualmente nas embalagens das lâmpadas led ou fluorescente a informação: Equivale à uma lâmpada de x watts.

 

 

  Mas o que equivale? É aí que mora o perigo!

  Quando há esta informação na embalagem, o fabricante quer dizer que uma lâmpada substitui à outra, teoricamente fornecendo a mesma quantidade de luz com muito menos energia consumida. Mas agora vejamos:

  •   As dimensões são as mesmas?
  •   A cor da luz é a mesma?
  •   A vida útil é a mesma?
  •   O descarte é o mesmo?
  •   O IRC é o mesmo?

 

  Dentre infindas perguntas, não podemos confiar em equivalências apenas por um único item. Se por acaso você substitui uma lâmpada halógena envelope por uma em led, por exemplo, pode ser que ela não caiba na luminária, ou que alguma característica não atenda às necessidades especificadas. Vejamos abaixo:

 

                                                                        

 

 

  Temos ainda outras situações. Por exemplo, pode ser que em alguns casos o led nem seja mais eficiente. Vejamos o quadro abaixo:

 

  Em resumo, no caso destas lâmpadas, o led oferece praticamente a mesma quantidade de luz por watt de consumo, custa mais caro, e possui o mesmo prazo de vida mediana. Vamos ficar atentos!

  Grande abraço e até a próxima!

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Fluxo luminoso e intensidade luminosa

Publicado por Marina Andrade em 30/04/2018 às 16h07

 

     Olá, lighting apaixonados!!! Que tal falarmos hoje sobre quantidade de luz?  Em uma obra sabemos que precisamos comprar uma certa metragem quadrada de um piso, ou uma quantidade x de galões de tinta para que sejam suficientes em sua aplicação. Mas e a luz? Como definimos a quantidade de luz? Pela quantidade de luminárias? De lâmpadas?

     Pois bem, temos várias normas da NBR que recomendam sobre o uso da iluminação nos espaços. A mais atual para iluminação artificial de interiores é a NBR ISSO CIE 8995-1. Ela nos recomenda, dentre outras coisas a quantidade de luz, ou ILUMINÂNCIA, que deve haver em cada ambiente ou superfície de acordo com o seu uso. Esta iluminância, que possui a grandeza LUX e pode ser medida através de um luxímetro.

 

     Mas como saber quantas luminárias usar antes de fazer esta medição? 

     Ao fazer um projeto luminotécnico, os lighting designers utilizam-se de um cálculo denominado Método dos Lúmens, que faz o levantamento da quantidade de peças de iluminação necessárias para alcançar a quantidade de luz demandada para aquele tipo de espaço. Por este motivo é muitíssimo importante seguir as especificações do projeto de iluminação. Muitas vezes trocar a especificação por algo mais barato pode arruinar o cálculo efetuado para seu projeto.

 

Fluxo luminoso:

     Como o nome diz, é a luz fluida. O fluxo luminoso é a quantidade de luz que uma lâmpada ou fonte luminosa emite em todas as direções e é medido em lumens (lm). Esta quantidade de luz é o fator essencial na iluminação para que o resultado da execução seja fiel ao projeto.

     Como exemplo, seria a metragem quadrada de piso para revestir uma área. Se adquirir menos metros, não vai cobrir toda a superfície! No caso do fluxo, a mesma coisa... Se comprar uma lâmpada com menos fluxo, vai faltar luz. Se comprar com mais fluxo terá luz em excesso.

 

Intensidade Luminosa 

     A intensidade luminosa é outra grandeza possível de medição da quantidade da luz, mas como o próprio nome já diz, é a luz com uma intensidade direcionada. Seria como uma mangueira d’água que, com aqueles bicos de pressão direcionasse o fluxo da água (fluxo luminoso) com força em um jato que mirasse em um ponto.

     Para projetos luminotécnicos que desejem destacar algum objeto ou elemento, utiliza-se lâmpadas focais como os spots. Estes possuem intensidade luminosa medida em candelas (cd) e para se calcular a quantidade de luz em uma superfície com este tipo de peça utilizamos o cálculo pelo método Ponto a Ponto.

 

 

Veja um exemplo mais claro:

 

 

 

     Obviamente com a tecnologia há outras ferramentas possíveis para que os projetistas de iluminação calculem a iluminância dos espaços, como os softwares de cálculo luminotécnico. O importante é entender o que é necessário para alcançar certo resultado.

     Portanto, a iluminação de um ambiente pode ser o fator crucial do conforto que ele proporcionará. Defina sempre a quantidade necessária de luz e consequentemente das peças de iluminação propostas no projeto, evitando assim gastos excessivos com luminárias, acessórios e consumo energético.

 

     Espero que tenha gostado! Se tiver alguma dúvida ou sugestão de post, não se acanhe! Manda pra nós que faremos o possível para responder à todos.

     Grande abraço e até a próxima!

 

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Uso de perfis para fitas led

Publicado por Marina Andrade em 30/04/2018 às 15h22

     

     Olá lighting apaixonados! Vamos falar de um assunto muito novo, mas bastante interessante: Perfis para fitas led!

     As fitas led vêm revolucionando os projetos luminotécnicos com sua versatilidade de tamanhos e flexibilidade de utilização. Os perfis desenvolvidos pelos fabricantes têm vantagem estética e também técnica.

 

 

     No caso da estética os perfis são aplicados de diversas maneiras e podem reduzir consideravelmente o orçamento de uma obra, além de libertar a criatividade do Lighting Designer. Podem receber diferentes cores de acabamentos e ser ou não com fechamento difusor em acrílico. Podem ser de embutir, sobrepor, tratados como arandelas, pendentes, embutidos no piso... a imaginação é o limite.

 

     Já a função técnica destes perfis se relaciona com a dissipação do calor. Caso você ainda não saiba, os leds não se dão muito bem com o calor, que reduz sempre sua vida útil. Sendo assim, evite embutir luminárias ou fitas led em madeira e sistemas abafados, que retenham o calor na parte de trás do chip (contrária ao sentido da emissão de luz).

     Espero que esta dica tenha aberto sua mente para criar e inovar em iluminação! Grande abraço e até a próxima!

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Iluminação - Índice de Reprodução de Cor (IRC)

Publicado por Marina Andrade em 27/04/2018 às 15h43

     

     Olá, lighting apaixonados!!! O tema de hoje gera muita discussão, pois as pessoas têm concepções pré concebidas sobre iluminação para situações em que se deseja alta reprodução das cores, como salões de beleza, camarins, ateliês de pintura, etc...

     Você já ouviu falar que luz amarela é melhor para maquiagem? Ou que se deve colocar uma luz branca junto à uma luz amarela para este tipo de situação? Pois você não é o primeiro, mas estas concepções estão erradas!

      O que mede a melhor ou pior representação das cores em iluminação é um índice denominado IRC, que é mensurado em números de 1 a 100. A iluminação artificial procura na maioria das vezes reproduzir as características da luz solar, que é a mais perfeita que possuímos como parâmetro. O IRC da luz do sol é de 100.

E a cor da luz? Deve ser branca ou amarela?

     Isto realmente não importa! O que importa tecnicamente quando se precisa de uma excelente reprodução de cores é o IRC! Não acredita? Então, se você acredita que  luz amarela é melhor para reprodução de cores, veja o exemplo abaixo:

 

Fonte: Prefeitura Londrina

 

Esta é uma iluminação feita por lâmpadas de descarga tipo Vapor de Sódio. Esta fonte luminosa possui IRC de 30 e a luz bem amarelada. Imagine que a cada 100 cores, ela só reproduza 30 do total possível. O resultado será significativamente comprometido, não?

     Algo semelhante acontece com as lâmpadas de Vapor de mercúrio, mas desta vez uma fonte que possui a luz bem branca, quase azulada. Esta fonte possui IRC de 55. Também não é uma reprodução que atenda às expectativas de quem tem por objetivo reproduzir bem as cores:

 

 Mas então, quais fontes de iluminação tem IRC maior?

     Na lista abaixo temos o IRC médio das fontes de iluminação tradicionais:

     Incandescente: IRC100

     Halógena: IRC 100

     Fluorescente: IRC de 60 à 85

     Vapor de sódio: IRC 30

     Vapor de Mercúrio: IRC 55

     Vapor metálico: IRC de 80 à 95

     LEDs: IRC de 60 à 94

 

     Então qual usar?

     É importante conhecer o IRC das lâmpadas convencionais, sem dúvida! Acontece que os leds vêm dominando o mercado e hoje possuímos produtos em LED com IRC desde 60 até 94. Considerando sua eficiência com relação às lâmpadas incandescentes e halógenas, definitivamente são a melhor opção quando a intenção é uma boa reprodução das cores... Onde encontro esta informação? Como saber se a fonte de luz tem um bom IRC?

     Nos catálogos, sites e data sheets dos fabricantes mais idôneos costuma sempre haver indicado o IRC daquela fonte luminosa, mas você também pode manter contato com a marca para solicitar um suporte técnico para indicação de uma peça com o IRC maior.

     Então é isso, pessoal! Espero que tenham gostado do assunto de hoje e aguardo comentários, dúvidas, sugestões e pedidos de assuntos para abordarmos por aqui! 

     Grande abraço e até a próxima! 

 

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